Manifesto: VOTE EM UMA MULHER

A moda tem voz!

Já é sabido que existe um abismo entre homens e mulheres que ocupam cargos de decisão. No Brasil, a autorização das mulheres ao voto foi concedida apenas em 1932, ou seja, somente na entrada do século XX!

Evoluímos muito nos últimos anos no debate sobre os direitos das mulheres, é preciso prestar atenção também à presença feminina na política. Os números confirmam, mais de 51% do eleitorado brasileiro são mulheres, porém o número de mulheres eleitas fica entre 13% (dados das eleições de 2016).

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Fonte: www.tse.jus.br

Hoje os partidos são obrigados a cumprir a Lei de Cotas, que determina a quantidade de candidaturas femininas ao percentual de no mínimo 30%. Mas isso não significa um aumento da representação feminina, apenas um cumprimento de cotas. Ainda nas eleições de 2016, em todo o pais, 14.417 mulheres registradas como candidatas terminaram a eleição com votação zerada. Ou seja, candidatas fictícias para que o partido lance nomes apenas para preencher a cota obrigatória. Em geral, o investimento dos partidos nessas candidatas é baixo ou nulo.

Ter mulheres na política é importante por vários motivos. REPRESENTATIVIDADE é o maior deles. Até hoje as leis foram feitas em sua esmagadora maioria por homens, isso significa que é difícil existir um olhar feminino sobre qualquer assunto de decisão.

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Falamos aqui de todas as pautas: transporte, educação, acessibilidade, etc. mas também de pautas já conhecidas do universo feminista, como aborto e violência contra a mulher. Não faz sentido as decisões sobre esses assuntos acabar da mão de pessoas que não são os maiores interessados, certo?

E é por isso que precisamos -tanto- de mulheres na política. Uma sociedade que está em constante mudança não deveria continuar sempre com o mesmo padrão de candidatos eleitos. Nós precisamos urgentemente estar no Poder para poder ver as nossas pautas representadas, para vetar avanços conservadores.

É preciso criar espaço para que os homens comecem a respeitar o lugar das mulheres na política. Começar a criar uma base feminina, sem vozes isoladas como é hoje, mas um grupo unido e resistente.

Pesquise, priorize, decida, e se possível, vote em uma mulher! Talvez não exista uma mulher que represente suas convicções, mas então priorize quem não se posiciona abertamente contrário aos interesses das mulheres.

Nas eleições de 2018 entram na disputa os cargos de Presidente, governadora, senadora, deputada federal e deputada estadual.

Vamos juntas?

Conheça a nossa t-shirt de apoio ao manifesto:

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